sábado, 13 de setembro de 2008

"Assim é, se lhe parece".

A professora Elizabeth tem utilizado com frequência a expressão "Assim é, se lhe parece". Fiquei curiosa para saber mais e resolvi compartilhar um pouquinho do que achei. Bom proveito!


Luigi Pirandello (28 de junho de 1867 - 10 de dezembro de 1936), escritor italiano e Nobel de 1934.





Do jornal Tribuna Catarinense:


O siciliano Luigi Pirandello foi um daqueles mestres, cuja biografia humilha até os grandes. Como um Mozart das letras, escreveu sua primeira obra de ficção aos 12 anos. Até chegar ao prêmio Nobel, aventurou-se por quase todos os gêneros da literatura, mas foi no teatro que deixou sua mais importante contribuição, com peças como “Seis personagens em busca de um autor” e “Assim é, se lhe parece”.Nesta última, o personagem principal, Lamberto Landisi, diverte-se ao dissecar, impiedosamente, as contradições das outras personagens da comédia dramática. Na busca da verdade de cada um, sempre conflitante com a dos outros, ele mostra como as coisas mudam totalmente de figura a cada olhar diferente, dependendo da pessoa que observa





Ao pesquisar sobre o tema encontrei artigo interessante: http://www.diferencialbr.com.br/assim_e.html

Visita exploratória ao site do MEC

http://portal.mec.gov.br/index.php

O site do Mec é de muito fácil navegação. Ao primeiro contato, a impressão é agradável. Apresenta lay out amistoso, com colorido funcional.
Disponibiliza links úteis.
Um dos espaços mais interessantes é o Portal do Professor. Lá há possibilidade de criar e publicar aulas, bem como ter acesso à aulas já publicadas. Parece ser uma fonte de pesquisa interessantíssima.
No que se refere ao ensino superior, é possivel conhecer as diversas políticas e programas voltados para este segmento.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Amostra da Sociedade

Muito temos criticado a atuação e comportamento do nosso Congresso Nacional. Praticamente todas as vezes, alguem nos lembra, o que no fundo sabemos muito bem, que na verdade aquilo é uma amostra da sociedade.
Aproveito este tema para esclarecer aos colegas que não tenho e nunca tive vinculação política partidária. Absolutamente, não sou cadidata a nada. Nem mesmo à sindíca do meu prédio residencial.
Talvez, por acreditar verdadeiramente que as mudancas na sociedade decorrem do estudo e da ampliação do pensamento e das condutas éticas, probas, retas e solidárias, eu fale de maneira muito enfática. No mais, tento pautar minhas ações por estas crenças. Com certeza, há muito caminho a ser trilhado. Mas, vou tentando.
Por fim, resta-me a inquietação de não compreender porque tal assunto é tão incomodo, ao ponto de virar piadinha.
Bem, mais uma vez, um grupo, talvez uma amostra da sociedade?

domingo, 7 de setembro de 2008



O Sorriso de Monalisa

O filme recria a atmosfera e os costumes do início da década de 50. Conta a história de uma professora de arte que, educada na liberal Universidade Berkeley, na Califórnia, enfrenta uma escola feminina, tradicionalista – Wellesley College, onde as melhores e mais brilhantes jovens mulheres dos Estados Unidos recebem uma dispendiosa educação para se transformarem em cultas esposas e responsáveis mães. No filme, a professora tentará abrir a mente de suas alunas para um pensamento liberal, enfrentando a administração da escola e as próprias garotas.

Observa-se que as alunas, suas famílias, a direção da instituição e a grande maioria dos professores têm apego à tendência pedagógica conservadora, tradicional.
A Professora, por óbvio, apresenta postura progressista, sendo esta a origem de todos os conflitos.

Dos momentos de aprendizagem mais significativos, cabe ressaltar o trecho onde a aluna que havia sido aceita em Yale, graças ao incentivo da Srta Watson, abdica dos estudos e casa-se. A professora tenta, ainda, fazer com que a aluna não desista e faça as duas coisas, mantenha o seu casamento, e todas as responsabilidades decorrentes, e estude direito. A aluna argumenta que foi uma escolha. Que ser esposa e dona de casa não a fará menos inteligente ou menos importante. Parece que a professora, então, percebe que havia razão naqueles argumentos e que estaria, contraditoriamente, impondo seu pensamento. Percebe-se que houve aprendizado mútuo.

Para docência do ensino superior, pode-se considerar a aplicação de algumas das práticas empregadas pela já citada professora:
- O foco na aprendizagem das alunas, extrapolando o material oficial da escola;
- Provocar a dinâmica de olhares diversos para a mesma questão (figura);
- Construir a crítica, a partir da vivência das alunas;
- Sair da clausura da sala de aula, buscar o conhecimento onde ele estiver;
- Contemplação. Sem objetivo de avaliação.

Sem dúvida, ver este filme, com olhar de quem busca conhecimentos acerca do mundo da pedagogia e educação, é uma experiência desafiadora, enriquecedora e emocionante. Não há como não levar os personagens, suas angustias, alegrias e lições por muito tempo na memória.


A idéia de educação voltada para o desenvolvimento integral do individuo, objetivando capacitá-lo para o exercício de suas funções na sociedade não é nada nova. Muito pelo contrário, na Grécia Antiga essa era a prática. A Paideia.

Platão definia Paideia da seguinte forma "(...) a essência de toda a verdadeira educação ou Paideia é a que dá ao homem o desejo e a ânsia de se tornar um cidadão perfeito e o ensina a mandar e a obedecer, tendo a justiça como fundamento" (cit. in Jaeger, 1995: 147).

Cabe apenas lembrar que quando se referiu ao homem, tratou exatamente do gênero, já que as mulheres não participavam da vida acadêmica e dos assuntos da cidade.
Didática do Ensino Superior
UNIDF – ICAT
Professora Elizabeth Rego
Tarefa proposta: registrar comentários acerca do texto de José Armando Valente, discutido em grupo e em sala de aula.
José Armando Valente apresentando a realidade contemporânea da sociedade do conhecimento, em seu texto Criando oportunidades de aprendizagem continuada ao longo da vida, faz análise crítica da metodologia utilizada pela maciça maioria das instituições de ensino, seja no nível básico, intermediário ou superior, pela qual o individuo é treinado para decorar conteúdos e repeti-los, a partir de programas inflexíveis, estabelecidos pelo ministrante. Tal método tem sido o principal obstáculo para a implementação da cultura da educação continuada, tornando o processo de aprendizado desinteressante e nada divertido ou desafiador. Os discentes são tidos como meros receptores-passivos Aponta aquele autor, que a predisposição para a caçada-ativa do conhecimento é oprimida e o aprendizado não mais se relaciona com o meio.
Evidencia-se a necessidade premente de modernização da metodologia de ensino no Brasil. A começar, indiscutivelmente, pela formação dos professores e pelo ensino básico, onde se deve “aprender a aprender”. Os referidos professores além de desenvolverem-se tecnicamente, precisam, ainda, de autodisciplina para aplicar as melhores práticas, mesmo que intimamente possam pensar em alternativas. O que não se pode permitir é que cada mestre personalize sua atuação e não reconheça experiências comprovadamente positivas.
Sergio Haddad[1] sobre o mesmo tema aponta os seguintes marcos conceituais para a educação continuada:
- uma educação que nasce das necessidades dos educandos;
- uma educação que é construída tomando por base o diálogo entre educador e educando;
- uma educação que é crítica, sob o ponto de vista dos seus conteúdos, o que significa tratar dos temas que são significativos para os educados, buscando explicações sobre eles;
- uma educação que é reveladora da realidade onde estão inseridos os educandos, de forma a aumentar a sua consciência sobre os problemas que afetam a sua vivência;
- uma educação que mesmo tomando temas universais e nacionais, dialoga com a cultura regional e local, valorizando suas expressões e seus códigos;
- uma educação que é voltada à prática, sem desconsiderar os aspectos teóricos que fundamentam os diversos conteúdos.
Por fim, ambos os autores registram que há uma questão que necessariamente precede todas demais citadas acima, considerando que, infelizmente, a maior parcela da população, antes de pensar em sua educação, seja minimamente a receptiva-passiva ou ativa e continuada, preocupa-se e, muitas vezes, vive a incerteza quanto à próxima refeição a ser feita.
[1] HADDAD, Segio. A educação continuada e as políticas públicas no Brasil. Reveja - Revista de Educação de Jovens e Adultos v. 1, n. 0, p. 1-113 , ago. 2007