domingo, 7 de setembro de 2008

Didática do Ensino Superior
UNIDF – ICAT
Professora Elizabeth Rego
Tarefa proposta: registrar comentários acerca do texto de José Armando Valente, discutido em grupo e em sala de aula.
José Armando Valente apresentando a realidade contemporânea da sociedade do conhecimento, em seu texto Criando oportunidades de aprendizagem continuada ao longo da vida, faz análise crítica da metodologia utilizada pela maciça maioria das instituições de ensino, seja no nível básico, intermediário ou superior, pela qual o individuo é treinado para decorar conteúdos e repeti-los, a partir de programas inflexíveis, estabelecidos pelo ministrante. Tal método tem sido o principal obstáculo para a implementação da cultura da educação continuada, tornando o processo de aprendizado desinteressante e nada divertido ou desafiador. Os discentes são tidos como meros receptores-passivos Aponta aquele autor, que a predisposição para a caçada-ativa do conhecimento é oprimida e o aprendizado não mais se relaciona com o meio.
Evidencia-se a necessidade premente de modernização da metodologia de ensino no Brasil. A começar, indiscutivelmente, pela formação dos professores e pelo ensino básico, onde se deve “aprender a aprender”. Os referidos professores além de desenvolverem-se tecnicamente, precisam, ainda, de autodisciplina para aplicar as melhores práticas, mesmo que intimamente possam pensar em alternativas. O que não se pode permitir é que cada mestre personalize sua atuação e não reconheça experiências comprovadamente positivas.
Sergio Haddad[1] sobre o mesmo tema aponta os seguintes marcos conceituais para a educação continuada:
- uma educação que nasce das necessidades dos educandos;
- uma educação que é construída tomando por base o diálogo entre educador e educando;
- uma educação que é crítica, sob o ponto de vista dos seus conteúdos, o que significa tratar dos temas que são significativos para os educados, buscando explicações sobre eles;
- uma educação que é reveladora da realidade onde estão inseridos os educandos, de forma a aumentar a sua consciência sobre os problemas que afetam a sua vivência;
- uma educação que mesmo tomando temas universais e nacionais, dialoga com a cultura regional e local, valorizando suas expressões e seus códigos;
- uma educação que é voltada à prática, sem desconsiderar os aspectos teóricos que fundamentam os diversos conteúdos.
Por fim, ambos os autores registram que há uma questão que necessariamente precede todas demais citadas acima, considerando que, infelizmente, a maior parcela da população, antes de pensar em sua educação, seja minimamente a receptiva-passiva ou ativa e continuada, preocupa-se e, muitas vezes, vive a incerteza quanto à próxima refeição a ser feita.
[1] HADDAD, Segio. A educação continuada e as políticas públicas no Brasil. Reveja - Revista de Educação de Jovens e Adultos v. 1, n. 0, p. 1-113 , ago. 2007

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